MARROCOS

 

Casablanca  ( ♦ )

Fez  ( ♦ )

Marrakech  ( ♦ )

 

Mapa do Marrocos – Fonte = Google

 

CASABLANCA

Casablanca é uma cidade portuária e um centro comercial no oeste de Marrocos, de frente para o Oceano Atlântico.

O legado colonial francês da cidade é visto na arquitetura mourisca no centro da cidade, uma mistura de estilo mouro e art déco europeia.

Situada parcialmente sobre a água, a enorme Mesquita Hassan II, concluída em 1993, tem um minarete de 210 m com lasers na parte superior, voltados para Meca.

 

Mesquita Hassan II em Casablanca no Marrocos – Fonte: Google

 

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FEZ

 

Fez é a capital artística e religiosa do Marrocos,

Com mais de 1.200 anos de histórica, a cidade de Fez é considerada a capital artística, religiosa e cultural do Marrocos.

 

                                                                   Vista de Fez

 

Idealizada por Idris I, fundador da primeira dinastia imperial do Marrocos, o local tem uma das “medinas” (centros históricos) mais interessantes e frenéticos do norte da África.

Espalhada por uma área de 350 hectares, a “medina” de Fez abriga nada menos que 170 mil habitantes, 25 mil casas, 250 mesquitas e milhares de estabelecimentos comerciais, tudo amontoado em quase 10 mil apertadas vielas.

Para o viajante, a graça está em se perder nesse mundo de gente, lojas e construções históricas que incluem tendas de tapetes caríssimos, açougues que vendem carne de dromedário, escolas islâmicas de arquitetura impressionante e até o que os marroquinos afirmam ser a universidade mais antiga do mundo, fundada em 859 d.C.

O curtume da cidade, onde é processado couro de dromedário, é outro passeio imperdível.

 

Curtume – Fonte: Google

 

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MARRAKECH

 

 

                    Um dos portais de acesso à Medina, a área histórica de Marrakech – Fonte: Google

 

Entre a costa africana, montes nevados e o Saara, Marrakech revela o lado mais exótico da cultura muçulmana no Marrocos

As distâncias religiosas e de costumes, sobretudo em tempos de conflito no Oriente Médio, exercem enorme fascínio e receio aos viajantes ocidentais que se aventuram no exótico mundo muçulmano.

Localizada no centro-sul do Marrocos, Marrakech é uma ótima opção para se conhecer a genuína cultura islâmica com conforto e segurança.

Na encruzilhada entre o Saara e o litoral atlântico da África, a cidade é a mais preservada de influência europeia em relação a outros pontos turísticos ao norte, como Casablanca, Tanger ou a capital Rabat.

Marrakech tem também ótima infra-estrutura turística e clima acolhedor aos estrangeiros, além de oferecer roteiros nos arredores que vão desde um passeio à costa, visita aos picos nevados do Atlas ou dormir no deserto.

Fundada no século 11, Marrakech teve tempos de apogeu, como a ocupação moura na Península Ibérica, alternados por guerras e invasões.

Até os anos 1950, o Marrocos sofreu a influência de colonizadores espanhóis e principalmente franceses, que ainda dominam o país cultural e economicamente.

Por outro lado, um traço marcante de Marrakech é sua ligação com as tribos berberes, como são conhecidos os povos nômades do interior.

A EXÓTICA MARRAKECH

 


O clássico Cuscuz Marroquino

 

Os tempos de glória muçulmana estão muito presentes nos jardins, belíssimos palácios e mesquitas, como a Koutoubya.

 


     Koutoubya – Fonte: Pixabay

 

Seu imenso minarete pode ser visto a quilômetros de distância, enquanto logo abaixo se abre um imenso jardim com laranjeiras e palmeiras.

Infelizmente, o acesso aos templos é vedado aos não-muçulmanos.

A única opção de visitação ao turista é a grande mesquita de Casablanca.

Comércio, religião e gastronomia

Um das características mais fascinantes da cultura muçulmana é a estreita relação entre comércio e religião.

O profeta Maomé, fundador do islamismo no século 7, foi um próspero mercador em seu tempo, o que reforça vocação desse povo ao comércio.

Em Marrakech, é difícil saber os limites entre fé e negócios, duas características muito frequentes dentro da Medina, o centro antigo, circundado por uma grande muralha, que era usada no passado para a defesa da cidade.

Do outro lado da Mesquita Kutubiyya nasce a praça Djemaa El-Fna.

É dali que se espalha o grande mercado central, o souk.

A primeira visão impressiona. 

Milhares de homens em roupas típicas e mulheres de véu da cabeça aos pés; músicos com macacos, encantadores de cobras, vendedores de tâmaras e charretes passando apressadamente.

Os marroquinos assediam muito os turistas, mas há poucos pedintes. Todos querem oferecer alguma coisa.

Embora assuste um pouco, o povo é muito cordial e assaltos são incomuns. Vale, claro, ficar sempre de olho na mochila e não expor objetos de valor.

O souk se perde por um emaranhado de ruelas onde se vende de tudo. O cheiro de especiarias domina o ar e as lojas oferecem de frutas secas a víveres, passando por tapetes, cristais, cerâmica fina e joias.

Em algumas partes do mercado pode-se ver os artesãos trabalhando com metalurgia ou pintura. Perder-se por ali é fácil e divertido.

Com um milhão de habitantes, Marrakech é uma das metrópoles mais emblemáticas do Magreb, que compreende toda a região de domínio cultural muçulmano no norte da África.

Outro traço marcante da cidade é seu trânsito frenético de motocicletas, carros velhos e carroças que obriga o visitante a ter muita atenção ao caminhar nas ruas e até pelas calçadas.

Por outro lado, oferece tranquilos refúgios em praças e parques, onde os marroquinos, muito conversadores, se encontram para pôr o assunto em dia.

Há ainda uma elegante área nova, fora da Medina, o bairro de Guéliz.

Ali se concentram os hotéis de luxo, novos edifícios comerciais, bares e restaurantes da moda, onde se destaca a culinária contemporânea, sobretudo de influência francesa.

Marrakech atrai também o turismo cinco estrelas com enormes resorts e campos de golfe.

Além da área urbana, a posição privilegiada do seu núcleo urbano permite chegar sem dificuldade a diversas atrações nos arredores.

Um itinerário imperdível, a 150 quilômetros, é a pacata cidade litorânea de Essaouira, onde se destaca um belíssimo forte português do século 16. 

 

                        Vista da cidade de Essaouira, a 150 km de Marrakech – Fonte: Google

 

Ou pode-se visitar a cordilheira do Atlas, uma série de picos nevados distante a menos de uma hora do centro.

Para quem busca um pouco mais de aventura, é possível ainda acampar em um oásis sob o céu estrelado do Saara.

Nessa terra, os limites incertos entre Ocidente e Oriente, fé e secularismo, desafiam os estereótipos e despertam ainda mais a admiração dos viajantes.

Marrakech mostra que o mundo muçulmano segue a seu próprio ritmo, como em uma longa caravana pelo deserto.
 
Palavras de uso comum em árabe:  

Sim: naam/Oukha  
Não: lá  
Obrigado: shukran  
Ok: muwáfiq  
Por favor: min fadlik  
Até logo: ilál-liqá/Beslama  
Bom dia: sabáhal-jír  
Perdão: ismahlí  
Quando custa? Kam/Chhal?  
Não compreendo: lá afhham

 

Fonte: UOL

 

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